Eu estava com sérios problemas de sono. Aliás, acredito que não era propriamente o sono e sim a virtualidade.
Notívago crônico, cotidianamente não conseguia dormir antes das quatro ou cinco da manhã.
Meu estado de confusão mental progredia consideravelmente; Eu não sabia se me tornava virtual pela pontualidade da falta do sono, ou se notívago ao excesso de virtualidade. A coisa se revestia de contornos tão drásticos e assustadores a ponto de confundir-me entre a noite e o dia:
-Pois bem Sr. Bates, qual é o problema agora? – Perguntou o analista, online, pelo MSN.
-Bem... Dr. Dil, sinto que as coisas não podem continuar do jeito que estão – Evidente, eu percebia o tom contrariado da pergunta
-Sr. Bates, eu acho que o seu caso é mais indicado para um neurologista que propriamente para mim, um mero psicólogo. – Disse com certo enfado.
Talvez o Dr. Dil tivesse razão. Talvez eu estivesse insistindo à toa já que aquilo não apresentava resultado prático ao meu problema. Na última consulta ele havia deixado claro que minha insônia deveria pra ser tratada por um neurologista. Recordo-me inclusive uma de suas ultimas tentativas de se isolar dos meus questionamentos, prontificando-se a enviar pelo motoboy uma receita do Diazepan. –“ "Eu tenho um colega que pode aviar o receituário em seu nome” – Ofereceu. Claro, sabendo o quanto me fazia refém dos vícios, recusei.
-Doutor, acredito que essa falta de sono pode ter como pano de fundo algum aspecto psicológico. Talvez não haja a ocorrência de algum fator na infância? – Insisti -
Persistia no fato pois geralmente os analistas imputam responsabilidades a essas questões ocorridas em fase infantil. Porém, comigo ele jamais permitiu usar-me desse artifício. Talvez tivesse receio que eu me tornasse mais chato que propriamente era.
E assim continuamos naquela conversa que não nos levava a lugar algum e para complicar a noite era de um calor intenso,e eu, ansiosamente apertava uma dessas pequenas bolas de borracha; Diziam que fortalecia a musculatura. E eu a pressionava algumas vezes e depois jogava-a para alto e a pegava sem deixar cair ao chão quando a pelota fazia o trajeto de volta.
O Dr. Dil, um analista virtual contrato por mim mediante uma depósito mensal em sua conta bancária olhava o movimento da pequena esfera e sua cabeça seguia a sua trajetória, ora subindo, ora descendo num ato que poderíamos descrevê-lo como pura idiota. Assim que a bolinha veio morrer novamente na palma da minha mão, irritado, falou:
- Sr. Bates, desculpe, mas não é para isso que o senhor me paga e muito menos são esses os serviços que lhe presto. Fulminou-me. Eu o olhei surpreso através da webcam. Talvez ele estivesse incomodado com a repetitividade do trajeto daquela bola.
-Ah! Não se incomode com ela, doutor. Não é preciso acompanhá-la! – Disse-lhe com um ar compreensivo. Ele olhou-me com a feição irritada, e isso eu pude distinguir na perfeita resolução da sua imagem estampada ali em minha tela de cristal líquido.
-Bem... Na verdade sr. Bates, isso nada tem a ver com a sua maldita bola. É que é um tanto constrangedor tocar nesse assunto, mas...o senhor não me deixa outra alternativa.
-Como assim? Seja mais específico! –Realmente eu não captara onde ele pretendia chegar
-Oras Sr. Bates, assim... assim. assim como o senhor está; com o pênis ereto sob sua cueca. E o senhor há de convir... é uma visão um tanto desagradável.
Olhei para algo volumoso por debaixo da minha cueca samba-canção e de fato ele estava com a razão. O pau estava ereto como se fosse o braço de Adolf Hitler numa saudação nazista
-Ah, nem ligue pra ele, doutor! Isso é apenas vontade de fazer xixi! Tentei justificar-me sem dar grande importância ao fato.
-Sr. Bates, o senhor quer mesmo saber? O senhor é um homem profundamente intolerável! Passar bem! – Tão logo emitiu a sentença desligou a sua webcam e desconectou o MSN.
Evidente, já passara a hora de me desfazer do Dr. Dil Page Brin e do seu sistema de análise por vídeo conferência Era tão nítido. Andávamos a passos de tartaruga e o pouco que percorremos se traduzia num resultado desanimador. Em todo o caso eu reconhecia o seu faro comercial ao estabelecer o primeiro consultório de psicologia com atendimento virtual.
Claro, a culpa fora toda minha. Comodista fisicamente eu me livrara dos malditos divãs freudianos, dos elevadores apinhados de gente, dos estacionamentos abarrotados de carros, resultados dum trânsito insano de uma irritada São Paulo.
Assim que ele se foi olho para o relógio; duas e meia da manhã.
- Plimmmm – Alguém entra online e o nome é visceralmente familiar. Coloco os fones de ouvido novamente e abro o microfone e a webcam.
-Filho, boa noite! - Ela me cumprimenta com a voz um tanto tremula da idade.
-Boa noite mamãe! O que foi?
-Conta pra mãezinha; você comeu direitinho hoje?
-Comi, mamãe! – Respondi lacônico.
Jesus, era ridículo flagrar-me com a minha velha num papo desse e num hora daquela. Naquele momento me ocorreu que a insônia devia provir de minha própria árvore genealógica. Isso me pareceu bem delineado nos seus olhinhos notívagos. E mamãe jamais se aperceberia que aquilo era constrangedor para um sujeito na minha idade. Certamente passava-lhe despercebido, talvez pelo avanço da idade, mas, ela me fazia sentir como se eu fosse um garotinho indo pra escola municipal do bairro.
-Ah filho, to te achando magrinho, olheiras tão profundas! - Ela suspira, agora com feição preocupada.
Oh Cristo! Ia começar tudo de novo!
-Mamãe, Eu já te falei. To muito bem! E a senhora sabe que quando durmo nem Boeing derrubando o apartamento me acorda!
-Ah, isso é! Acho que não escuta porque ronca que nem um porco! E o seu ronco é tão alto quanto a turbina de avião.– Seus lábios se alargam e ela solta um daqueles seus risinhos safados.
- Então ta! Um beijo mamãe! – Despeço-me imprevistamente.
E antes mesmo que ela tivesse a oportunidade de novas recomendações eu a bloqueio.
Pronto! Problema resolvido. Claro, eu havia falhado ao não verificar o seu nome na lista de contatos permitidos.
E ela se foi me deixando mais essa! Por que ela fora falar em comida?
Faminto voei à geladeira e encontrei apenas os restos de um frango assado de três dias - Blargh! Olhar aquelas coxas esbranquiçadas me revirou o estômago.
Assim, sem nada que pudesse matar a fome preparo a terceira capiriroska enquanto persisto na relação dos contatos online e percebo a Cantina e Pizzaria Cosa Nostra. Desbloqueio e escrevo com letras garrafais:
-XANG LEE, POR FAVOR, AINDA ESTÃO ENTREGANDO PEDIDOS? – Xang Lee era portador dum avantajado grau de miopia.
O chinês havia herdado a Cosa Nostra e o tino comercial de sua família. O local onde funcionava a cantina havia sido uma pastelaria. Todavia o passar do tempo e a pouca rentabilidade nos negócios fez Xang Lee esquecer os engordurados pastéis de queijo, carne e palmito e optar por outro tipo de estabelecimento. Isso ficara patente numa conversa que tivera com Xang numa das raras vezes que estive em sua pizzaria; Eu me dizia surpreso por ver um chinês tornar-se dono de cantina. Xang, por sua vez argumentara que os italianos haviam invadido segmentos de comércios típicos dos chinêses, sobretudo as lavanderias. Foi então que percebi que seu raciocínio se impregava de realidade, fudamentalmente ao estarmos diante um mundo globalizado onde não mais existiam cartéis de etnias, gastronômicos ou que abrangessem outros ramos de atividade
Era isso que eu relembrava quando Xang respndeu pelo MSN confirmando estar em funcionamento. Mediante a confirmação novamente abro a webcam e peço pelo microfone:
-Xang, pode me mandar ½ aliche, ½ mussarela? O meu endereço já consta com vocês!
-Xim sinhôro Bates! Vinte minutos a pizza taí xua casa! - Ele confirma a bordo de sua túnica de cor amarelo-canário onde um enorme logo da cantina bordado ao bolso retratava uma inexplicável Torre Eiffel.
Antes que encarrássemos, Xang finaliza:
– O pleço é R$ 32,80... Vai junto biscoitinho da sorte e Gualaná Dolly glátis! - Xang era um cara esperto e sabia como conquistar a sua clientela, apesar do guaraná ser o Dolly.
Com 45 minutos de atraso eu recebia a pizza. O rapaz me entregou a caixa quadrada e o refrigerante. Dei-lhe o dinheiro com alguma gorjeta e ele se foi. Abro a caixa e a surpresa: Era de camarão. Camarões enormes, bem assados, apetitosos, apesar da pízza aparentar fria. Eu não tinha nada a ver com a incompetência dos outros; Naquela noite alguém não comeria os camarões que tanto ansiou.
Degusto quatro dos oito pedaços e me sinto fartado.
O que fazer? Um filme na TV?
Não! Filme de TV é um saco, geralmente reprise. Além disso o que aborrece são aqueles comerciais enfadonhos que interrompem a fita a cada 20 ou 25 minutos. Passo os olhos pelos DVDs, e também não me atraem;
Eu já assistira cada um daqueles filmes pelo menos um par de vezes.
Vou para janela, retiro um cigarro do maço e o acendo. No prédio da frente à coisa de 40 metros um casal se beija. Eles se bolinavam e as mãos dele são tão rápidas quanto o desejo dela quando dão pela minha presença. Cerraram as cortinas e eu me amaldiçôo por ter deixado as luzes de casa acesas.
Por Deus, que ócio! Minha vida era nada mais que puro tédio.
Bem... Eu poderia jogar xadrez, afinal, o Windows 7 tinha um ótimo jogo instalado; Não, não! Vivo sendo surrado pelo maldito programa– Concluo enfadado.
Sem saber o que fazer com aquela insônia me dava nos nervos volto para o PC. Sento-me e revejo a lista de contatos e percebo que deveria ter ali uns 200 e tantos nomes. Provavelmente mais de 90% deles fosse de mulher. Mulheres que tive algum contato pelas minhas andanças virtuais e as quais nem me recordava. Felizmente para mim e para elas e a fim de evitar constrangimentos do – “ Oi..nos conhecemos aonde?” ou o fatídico - “Ei, quem é você?” - sempre as mantive bloqueadas.
Continuo seguindo a lista e.... Bingo! Estava lá, online! – Massagens Leonora –
Lembrava-me bem de Leonora. Talvez uns 50 anos, conservada, coxas apetitosas e seios volumosos. Eu estivera em seu respeitável estabelecimento por cinco ou seis ocasiões.
Era uma casa com muitos compartimentos e aonde as garotas faziam barbaridades com os nossos corpos, exceto massagens. Degusto quatro dos oito pedaços e me sinto fartado.
O que fazer? Um filme na TV?
Não! Filme de TV é um saco, geralmente reprise. Além disso o que aborrece são aqueles comerciais enfadonhos que interrompem a fita a cada 20 ou 25 minutos. Passo os olhos pelos DVDs, e também não me atraem;
Eu já assistira cada um daqueles filmes pelo menos um par de vezes.
Vou para janela, retiro um cigarro do maço e o acendo. No prédio da frente à coisa de 40 metros um casal se beija. Eles se bolinavam e as mãos dele são tão rápidas quanto o desejo dela quando dão pela minha presença. Cerraram as cortinas e eu me amaldiçôo por ter deixado as luzes de casa acesas.
Por Deus, que ócio! Minha vida era nada mais que puro tédio.
Bem... Eu poderia jogar xadrez, afinal, o Windows 7 tinha um ótimo jogo instalado; Não, não! Vivo sendo surrado pelo maldito programa– Concluo enfadado.
Sem saber o que fazer com aquela insônia me dava nos nervos volto para o PC. Sento-me e revejo a lista de contatos e percebo que deveria ter ali uns 200 e tantos nomes. Provavelmente mais de 90% deles fosse de mulher. Mulheres que tive algum contato pelas minhas andanças virtuais e as quais nem me recordava. Felizmente para mim e para elas e a fim de evitar constrangimentos do – “ Oi..nos conhecemos aonde?” ou o fatídico - “Ei, quem é você?” - sempre as mantive bloqueadas.
Continuo seguindo a lista e.... Bingo! Estava lá, online! – Massagens Leonora –
Lembrava-me bem de Leonora. Talvez uns 50 anos, conservada, coxas apetitosas e seios volumosos. Eu estivera em seu respeitável estabelecimento por cinco ou seis ocasiões.
Na terceira vez que ali estive Leonora me chamou discretamente e me entregou seu cartãozinho. Olhei;além do seu celular constava o seu MSN.
-Menino, assim é mais fácil, rápido e prático!. Esquema Delivery, sacou?
-Claro, claro, saquei! – Exclamo e pisco-lhe o olho.
Ainda continuo com os olhos pregados no seu perfil bloqueado, sorrindo para todas aquelas recordações.
Persisto olhando para o nome da sua casa de massagem e estou quase para deixá-la online. Então me questiono se realmente estava a fim de alguma mulher. Não que estivesse tarado por uma daquelas garotas, mas o tédio me irritava. Desbloqueio o nome de Leonora e novamente abro a webcam e assumo o microfone:
-Oi meu querido! – Ela exclama ao ver-me, antecipando-se a mim. Evidente, minha fisionomia ainda lhe era familiar.
-Leonora, boa noite! Como estamos de garotas? – Pergunto simpaticamente.
Leonora me atende vestida numa blusa de tule que deixa à mostra os seus protuberantes seios. Eles ainda estão em plena forma e são adornados por um sutiã também negro e menor ao tamanho que deveria ser. Parecia que os seus seios estavam em liberdade condicional, porém com enorme desejo de se verem livres daqueles bojos e tecidos rendados.
No rosto uma maquiagem pesada, carregada de azul e lilás. Isso a impregnava de uma feição quase espalhafatosa, como a de quem estava prestes a ir num baile a fantasias ou a uma festa de horrores.
-Xi, Bates! Numa hora dessas não sobrou la grande coisa! Pra te falar a verdade eu estou aqui unicamente com a Sheylinha. Lembra dela?
-Sheylinha..Sheylinha...Ah, lembrei! Aquela magrela de bumbum atrofiado? – Questiono com o tom de uma decepção.
-Sim, ela mesmo! – Ela confirma.
-Bem, não é la aquelas coisas, mas... quanto tá morte? –
-Hum... pra você, fim de noite, faço R$ 150,00! Ta bom assim?
-Cem pilas. Nenhum centavos a mais! – Regateio. Acho que Sheylinha não vale nem a metade disso.
-Fechado! – Ela responde num tom de “nem tudo está perdido”
Menos de ½ hora e o porteiro me chama ao interfone.
-Seo Bates, tem aqui uma... uma...uma...- Ele está constrangido.Realmente a sua simplicidade não sabia mexer com questões tão complexas.
-Já sei Adrael! Mande subir.
Sheylinha toca a campainha e eu abro a porta. Ela fede à bebida barata. Vinte e poucos anos, a calça jeans agarradíssima faz suas pernas magérrimas darem a impressão que se livrarão do pano e acertarão em bolas numa mesa de sinuca.
Ela nem pede licença e vai entrando e se desfazendo das roupas.
Primeiro se despe da camiseta branca com letras douradas descascadas, mas onde ainda se lia:
- Eu sou e todo mundo é! –
Em seguida se desfaz das calças ficando praticamente seminua.
Definitivamente ela não me causava qualquer tesão:
-Ô seo Bates, borá andar logo com isso que eu tenho que pegar o buzão que sai do Parque Don Pedro as seis, daqui a pouco.
Não há nada pior nessa vida que prostituta apressada.
-Calma filha! Não quero transar não. Vamos apenas conversar! – Disse-lhe pacienciosamente.
-O senhor não vai brincar de pif paf comigo? – Ela exclama e gargalha como gente à-toa.
-Isso! Sem pif paf, hoje! Tranqüilo! - Afirmo.
Ela aquietou-se e então conversamos um pouco e eu soube de todas aquelas desgraças que geralmente acompanham a vida das prostitutas. Era a estória triste de uma garota dos confins desse país. Porém sempre é bom mantermo-nos algo cético com histórias de meretrízes.
Antes de se ir ela ainda se oferece.
-Seo Bates, tem certeza que não quer uma, bronha ou um boquete, ao menos?
-Não, Sheylinha. Definitivamente não! – Garanto-lhe num suspiro.
Com a resposta ela se troca na minha frente e eu sinto certa pena daquela critura. Há nela um olhar de criança, doída, machucada e sinais de uma vida muito dura, talvez a vida de cão.
São 5:15 da manhã quando ela deixa o apartamento com um acenar de mãos e um sorriso sacana. Assim que se foi tudo se tornou cinza, escuro, quase negro.
Volto ao PC e são raras as pessoas que se mantém acordadas numa hora daquela. Desligo o computador e vejo a tela colorida definhar comigo, morrer comigo. Agora não há mais vida ali, apenas o cristal líquido, negro como se fosse o breu.
Vou ao banheiro, dou uma urinada, escovo os dentes e lavo o rosto.
A feição que vejo refletida no espelho me assusta. Eu parecia estar com mais de 50 e não os 39 que de fato tinha. Vou para o quarto e visto o meu pijama flanelado. Olho para ele e rio de mim; Ele me lembra duma certa vez, que bêbado e em roda de amigos confessei que usava um daqueles e fui alvo de gozação - Isso é coisa de bicha, de gay! - Eles riam e gritavam para os outros clientes do bar que estávamos.
Lembro-me que mandei todo mundo se foder quando o garçom também começou rir. Afinal, eles que fossem à merda; jamais eu me separaria dos meus pijamas flanelados.
Já com ele ajoelho-me ao pé da cama.
-Pai, faça que meu dia seja diferente ao de hoje! Mude algo dentro de mim, por favor – Eu oro com devoção. Afinal, eu tinha que acreditar em alguma coisa.
ELE deve ter me ouvido. E é mais que provável que tenha concluído: "Ora ora! que sujeito folgado fui despejar nesse mundo"
Termino a minha oração e me enfio debaixo dos cobertores.
Pela janela a claridade amena me fazia sentir que o novo dia viria.
Dia que poderia me reservar sol, chuva, gente que se ama, gente que se odeia e outras tantas coisas boas e más. O mundo continuava girando e nós não sentíamos, aliás, jamais sentiríamos O planeta era notícia, sempre. Notícia que espocava de segundos em segundos na rede, nas rádios, nas TVs. Notícias de tragédias que davam conta de quanto o mundo sofria, agonizava. Notícias que eu só teria ciência quando acordasse la pelo meio da tarde, impassível, boca amarga e meio ébrio de tanto sono. Algo andava mal dentro de mim, e pela pela primeira vez em muitos anos eu necessitava me dar vida, doar-me, de ter alguém pra amar e me sentir amado. Alguém que desligasse a televisão depois da sessão das dez e me desse um tapa na bunda e me convidasse para a luxúria e o amor.
Porém o amor sempre me fora complexo, imprevisível, e tanto quanto eu imcompreensível como a virtualidade que me tornei.
Copirraiti 23Ago2011
Véio China©

2 Clique e Comente:
Muito bom meu amigo....invejinha da sua capacidade de escrever assim rss...aprendi a curtir contos aqui no seu espaço....esse conto então...eu achei cômico e uma crítica ao estilo de vida contemporaneo.....Legal...Parabéns
Eieiei. Inveja nenhuma ow!
Mas....foram só viagens com a virtualidade. Aliás, não há viagem maior que a própria virtualidade.
Hoje vou tomar um banho de realidade e encher a cara la no Madri.hehehe.
Obrigado meu doce. Vc sempre generosa comigo. Valeus!
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