quarta-feira, 14 de março de 2007

Mulheres & Sentimentos & Relacionamentos

As vezes dou meus “roles” por aí e vejo pessoas recorrendo à história antiga e nesse embasamento dissecar a mulher aos olhos da cultura. Isso me faz questionar: qual é fator relevante que isso possa ter? Pra mim, nenhum, afinal gosto de analisá-las através do meu senso crítico, desprezando essa estória de recorrência aos anais, que por fim poderia ludibriar meu conceito daquilo que suponho ser uma verdadeira fêmea.


Acho que ser uma mulher é nadar num oceano de sensibilidades, enfrentar temporais, ondas bravias e ainda se manter milagre de insistir à tona e com o coração pulsando. Nós, os homens, costumamos ser meio sacanas e então ao menor dos seus repentes ou sensibilidades as taxamos de piegas, choronas e cheias de frescuras e sensibilidades descabidas. Por vezes o tempo, que é o senhor absoluto da razão, nos faz perceber o quanto somos injustos.

Lembro que há pouco tempo li um artigo de um amigo e achei interessante a sua dissertação quase que biológica daquilo que ele entendia por mulher. Falou da gravidez e da fantástica natureza que a faz gerar e carregar vidas dentro de si. Achei interessante, mas achei um tanto frígido o aspecto biológico da coisa pois isso nos permite concluir que as nossas mães (com uma ou outra ressalva) foram e são os únicos seres mortais mais próximos da perfeição. E justiça se faça e, nem sempre haverá unanimidade ao falarmos nos nossos pais (homens) biológicos.

E isso tudo nos é muito complexo apesar de sabermos que não ficamos sem elas, independentemente do tempo e da idade, já que procuramos acreditar que sempre haverá um bom e velho par de chinelas que caberão milimétricamente em nossos pés calejados.

Claro, existem boas mulheres, algumas românticas, sensíveis e, outras más, autoritárias, prepotentes. Muitas são uns verdadeiros pés no saco mas isso nada pode significar pois partimos da premissa que alguns de nós os somos também. E pensando nisso me ocorreu um exercício interessante; Que nós homens ( com uma ou outra exceção) ao passarmos a vida ao lados dessas mulheres (que posteriormente abominaremos) chegaremos a conclusão que a história ( na hora da separação) não fora tão grandiosa quanto gostaríamos que fosse. Fatalmente é comum sentenciarmos que as marcas deixadas nessa vivência jamais foram e se farão grandiosos e de boas recordações.

Porém, nessas horas esquecemo-nos por completo de tudo que de bom que houve nesse relacionamento. O curioso é que na outra ponta (quando elas se vão) sempre haverá alguém atento e disponível para a ex-mulher, e esse outro alguém poderá achar interessante nelas aquilo que não mais achávamos e que nos aborrecia.

E isso me deixa perdido e confuso ao analisar as sensações e sentimentos que cada uma delas podem causar em nós. Evidente, não serei tão machista ao ponto de não admitir que a recíproca se fará verdadeira e, que a mesma situação ocorra com elas com relação a nós.

Eu acho que talvez seja isso. Talvez e em essência as mulheres são sentimentos, sensibilidades e uma vagina quente e úmida, e que, uma em especial poderá te deixar maluco e com a cabeça nas nuvens e os pés no inferno. E essa te consumirá. Essa que você quis para presente e a embrulhou em magnífica embalagem, mal podendo ver chegar a hora de se ver livre dos laços coloridos e ficar admirando a sua beleza. Talvez a essa você possa amar loucamente e nutrir por ela sentimentos nunca antes experimentados por outro alguém.

E nós, os bons companheiros de “pingulim”,com as nossas hereditárias naturezas machistas, talvez não aparentemos romantismos ou sensibilidades como elas gostariam, afinal somos mais antenados mais à matéria do que ao lirismo, mais às formas que ao espírito. Aliás, também se constitui em engano feminino imaginar somos totalmente isentos de sensibilidades, mas, confessadamente, o orgulho exacerbado de alguns jamais permitirá que os lindos olhos da parceira vislumbrem a demasia de mazelas, de sensibilidades, e muito menos a fraqueza de sentimentos. E então, bravamente nos sustentamos nessa aparente e enganosa frieza de emoções, "coisa de macho" como alguns gostam de pensar, apesar de isso não ser totalmente verdadeiro; quem de nós não deixou lágrimas na solidão dos lençóis? Quem não sofreu pela perda de um amor? Portanto qualquer um de nós que tenha passado por isso sabe que ao sermos abandonados por alguma mulher, justamente ou não, sabe que ela nos deixará algo de muito doído. E essa sensação de abandono e de solidão nos dói terrívelmente e então nos tornamos agressivos, secos, sisudos, quietos e de quase nenhuma conversa. Do outro lado, algumas elas quando libertas daquilo que as incomodava poderão eventualmente ser vistas em alegres e festivos “happy hour” juntamente dos sorrisos das amigas no melhor shopping center da cidade.

Ah! Mulheres! Poderemos amá-las, idolatrá-las, porém nem sempre conseguiremos compreendê-las.

3 comentários:

Mão Branca disse...
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Mell disse...
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sandra disse...
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